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terça-feira, janeiro 31, 2006

Identidade Brasileira na Moda - Anos 30

A década de 30 Após uma década de euforia, a alegria dos "anos loucos" chegou ao fim com a crise de 1929. A queda da Bolsa de Valores de Nova York provocou uma crise econômica mundial sem precedentes.
Em geral, os períodos de crises não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir. Diferentemente dos anos 20, que havia destruído as formas femininas, os 30 redescobriram as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada, sem grandes ousadias. (CLAUDIA GARCIA)
Nessa década, no Brasil continuam as revistas de moda feminina, vindas da França. Um fato importante na moda é o surgimento da abertura para os primeiros trabalhos de adaptação feitos por brasileiros (Durand). Há uma certa preocupação em adaptar as roupas ao clima.
No Rio de Janeiro, a Casa Canadá oferecia o que havia de melhor para elite nacional. Quase tudo importado. Paralelamente, surgiu em São Paulo o trabalho de Rosa de Libman, com sua loja Madame Rosita estabelecida no centro da cidade , na Rua Barão de Itapetininga. ( João Braga, 2003). Madame Rosita sempre foi a primeira a lançar toda e qualquer novidade que surgia na Europa nos importantes e badalados desfiles de moda que apresentava no Brasil.

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segunda-feira, janeiro 30, 2006

Resposta de um amigo ao Amor nos tempos modernos

Amiga Denie, Não conseguiria comentar o texto da folha, lendo ele assim, resumo do resumo fica vazio. O comentário de alguém que colocou antes do link, achei muito próximo do que penso: ”Não temos tempo disponível para dedicar a outra pessoa. Temos nossos projetos, nosso cotidiano, nossos sonhos e somos muitas vezes egoístas demais para arriscar parte de nosso precioso tempo a outro alguém.” É certo que queremos encontrar aquela pequena parte (pequena? Talvez minúscula, talvez só um amontoado de células. Só para se ter uma idéia de quão pequeno é!) que completaria um quebra cabeças que já está quase todo prontinho, faltando apenas um detalhe final. E está quase tudo perfeito, às vezes vamos dando os passos certos e a vida fica beirando a perfeição, tão perfeita que quando o “quebra cabeças” estiver pronto vamos emoldurá-lo. Temos o desejo de estar ao lado da pessoa ideal, especial, única, exclusiva... E para transformar alguém comum em especial demanda tempo, tempo que não temos, paciência que não temos, tolerância que não temos. Estamos julgando o tempo todo, desafiando a fraqueza alheia o tempo todo, exigindo a atitude do outro o tempo todo. Estou falando do tempo todo que inclusive não temos, para nos dedicar e transformar o outro aos nossos olhos em alguém perfeito, ainda que saibamos que isso não existe, mas será assim por que tudo se transforma? E é essa transformação que desejamos? Beijos, Viní.

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domingo, janeiro 29, 2006

Amor nos tempos modernos

O Eddie sempre me manda textos lindos e tocantes. Entre eles estava este, que não fala de moda, mas fala de algo que nos toca profundamente e essencialmente por isso o coloquei aqui. A moda cuida da aparência, ela expressa em formas e cores nossas verdades mais íntimas: o que somos, nossos sonhos, nossos desejos e entre os principais desejos está o amor ! "O amor não sobrevive aos ritmos da nossa modernidade. O amor exige tempo e conhecimento. Exige, no fundo, o tempo e o conhecimento que a vida moderna de hoje não permite e, mais, não tolera: se podemos satisfazer todas as nossas necessidades materiais com uma ida ao shopping do bairro, exigimos dos outros igual eficácia. Os seres humanos são apenas produtos que usamos (ou recusamos) de acordo com as mais básicas conveniências. Procuramos continuamente e desesperamos continuamente porque confundimos o efêmero com o permanente, o material com o espiritual. A nossa frustração em encontrar o "amor verdadeiro" é apenas um clichê que esconde o essencial: o amor não é um produto que se compra para combinar com os móveis da sala. É uma arte que se cultiva. Profundamente. Demoradamente. http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult2707u29.shtml

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sexta-feira, janeiro 27, 2006

Lility - Produção de inverno 2006

Na Lility, estamos na fase aeróbia: andar, andar e andar por todo Bom Retiro e Brás, em busca de matéria-prima diferenciada que esteja mais ou menos dentro das tendências para o inverno. Ao mesmo tempo vamos definindo a coleção e mandando pilotar, isto é, fabricar as peças testes de cada modelo. Começa também a temporada das oficinas, pois dificilmente as pilotos ficam certas de primeira, geralmente precisamos refazer até a protótipo estar perfeita, para assim evitar erros na produção. Ao mesmo tempo precisamos definir a quantidade a ser produzida e em que tamanhos, comprar a matéria-prima, mandar tingir os aviamentos que nem sempre encontramos na cor desejada. E principalmente estar sempre de olho nos prazos, pois, entre o processo de pilotagem e fabricação, vão em média dois a três meses e o ideal é que esta produção esteja pronta um mês e meio antes do dia dos namorados, para termos tempo hábil de venda.

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terça-feira, janeiro 24, 2006

Levi's + iPod

No Blog do bluepill , foi publicada uma notícia interessante sobre a moda dos antenados : http://paula.blogs.com/bluepill/2006/01/vitrine_da_sema_2.html Vitrine da Semana # 30: Levi's+iPod By Paula Rizzo A Levi’s, marca de jeans mais famosa do mundo, foi criada em 1873 por Levi Strauss, mas recentemente provou estar antenada com novas tendências. Conforme anunciou esse mês, a empresa lançará, em meados desse ano, o RedWire DLX, um par de jeans concebido especialmente para a integração com o gadget do momento: o iPod.O RedWire DLX abrigará o iPod e possuirá, em um de seus bolsos, uma espécie de joystick para controlar o player. Também são prometidas outras inovações, como headphones retráteis. Já existem outros tipos de roupa adaptáveis para o iPod, mas a Levi’s torna-se a pioneira em fabricar jeans nesse sentido. Além do mais, é uma marca de peso e a peça tem tudo para se tornar (desde já) objeto de desejo de muita gente.

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segunda-feira, janeiro 23, 2006

Identidade Brasileira na Moda - Anos 20

Década de 20

Com a riqueza dos produtores de café, seus filhos puderam estudar na Europa, entrando em contato com as correntes modernistas em pleno fervor intelectual e artístico. Esses jovens foram influenciados a questionar a arte e os valores da época, apregoando um primeiro movimento nacionalista no país, que valorizava a cultura autóctone e refletia sobre o que seria uma identidade brasileira. O ápice desse movimento resultou na Semana de Arte Moderna realizada no ano de 1922, data em que o país comemorava o Centenário da Independência. Em 1928, o escritor modernista Oswald de Andrade publicou o Manifesto Antropofágico, inspirado no quadro Abaporu (antropófago em indígena) da pintora Tarsila do Amaral , também modernista. Oswald apregoava no manifesto que era preciso devorar a estética européia e transformá-la numa arte brasileira. (Proença, 2001) Apesar dos movimentos culturais em busca das raízes brasileiras, a moda segue o que dita a França, a despeito do clima e das diferenças de estação. Como exemplo temos a própria Tarcila do Amaral que casa usando um vestido do estilista francês Paul Poiret. No âmbito da moda surge a melindrosa, criada pelo caricaturista J. Carlos. Símbolo da mulher brasileira da época, já indicava um rumo para a sensualidade, traço que figura entre os principais da moda brasileira atual.

Em 1927 foi realizado no Mappin Stores (loja direcionada para a elite paulistana que se destacava por vender basicamente mercadorias importadas) o primeiro desfile de moda numa loja da cidade, passando seus desfiles a ser reprisados duas vezes ao ano, uma no inverno e outra no verão. (Zuleika Alvim) Em 1929 acontece o crash da bolsa de Nova York, o que ocasiona a quebra do império do café no Brasil. Entretanto, para a moda, o final dessa década reserva um acontecimento marcante: surge o primeiro nome da moda nacional – Mena Fiala, nascida em Petrópolis e criadora talentosa de vestidos de noiva, que se consolidou no Rio de Janeiro ao longo da década de 30.

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sexta-feira, janeiro 20, 2006

Festa de Lançamento da Lility

Link para algumas fotos da festa de lançamento da Lility (Outubro 2005) http://www.flickr.com/photos/84936705@N00/sets/72057594051302437/

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Sábia e ainda atual Zuzu Angel

A estilista brasileira Zuzu Angel há anos afirmou: "No meu país acham que moda é frivolidade, futilidade. Tento lhes dizer que moda é comunicação, além de dar emprego para muita gente". Hoje, essa atividade é uma das mais importantes alavancas econômicas de potências como França e Inglaterra. Nesses países e no Brasil, ela deixou de se resumir à passarela e ao estilismo e passou a abranger as áreas de administração e produção.

Texto publicado no site: http://sphere.rdc.puc-rio.br/jornaldapuc/novdez99/cultura/curso_de_moda.html

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quinta-feira, janeiro 19, 2006

Figurino

Apareceu a oportunidade de fazer o figurino de uma peça infantil sobre a floresta encantada. Como figurino é um mundo novo para mim, resolvi testar e aceitei vestir os silfos, elementais que se aproximam das fadas, correspondem a força criadora do ar e são responsáveis pela inteligência nos humanos. Vou mandar fazer a peça piloto e estou cheia de espectativa...

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quarta-feira, janeiro 18, 2006

Lingerie brasileira lá fora

Olha que boa notícia publicada no Fashion Profile: Darling na terra do Tio Sam - 11/01/2006 A Darling, grife brasileira de lingerie, está produzindo a sua próxima campanha em Nova Iorque. A marca escolheu a modelo australiana Paige Butcher para estrelar o novo catálogo. Paige foi capa das revistas Vogue América e Elle internacional faz pouco tempo. O fotógrafo dinamarquês Soren Mork foi chamado para clicar, Renata Zetune assina a produção e Paula Limena é responsável pelo conceito da campanha. Antonio Barros Acredito que a lingerie brasileira será como o biquini, que hoje é referência no mundo todo!!!

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E sobre a fashion Rio...

Recomendação do Eddie: "Vc precisa colocar isso no seu blog! É muito bom!" Baile de Peruas A temporada apresentou uma coleção que não deu certo Baile de Peruas Peruas, peruas, Peruas Baile de Peruas Coleção decadente cigana Tecido de cortinas e almofadas Cafonice intrínsecaAuto ironia a toda prova A latejoula apareceu de novo De novo, de novo Pretensão no blazer Saias em camadas Bordadas, bordadas Chiques e decadentes Perfeição, excelência e riqueza Escolheu a beleza errada Momentos de falta de acabamento Olhar antigo O que era kitsch Virou Brega Acabou forçando a barra A barra, a barra Acabou forçando a barra Baile de Peruas Peruas, peruas, peruas Baile de Peruas A lantejoula de novo De novo, de novo, de novo Imagens femininas Carregadas e datadas Mix, mix, mix, mix Mix de peças erradas Sem medo de voar Sem medo de abalar O clima é dramático e fake Mulheres mascaradas EnclausuradasInvadiram a passarela Sua moda sem dúvida decolou Baile de Peruas Peruas, Peruas, Peruas Baile de Peruas Baile de Peruas do No Porn(http://mixbrasil.uol.com.br/cultura/musica/baile/baile.shtm)

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sexta-feira, janeiro 13, 2006

Identidade brasileira na moda

Qual distância existe entre moda e identidade? Distâncias? Não, ao invés de distâncias existem pontes, reflexos, e a moda é como o espelho de Narciso onde a identidade aparece refletida.

Quando eu ainda estava na faculdade, fiz uma pesquisa de iniciação ciêntífica cujo tema era formação da identidade brasileira na moda. Foi uma experiência bastante enriquecedora, por isso colocarei aqui a parte mais legal... Um breve histórico dos fatores que desembocaram em uma identidade brasileira expressa através do vestuário e da moda.

Até 1910 – Primeira parte

A identidade brasileira na moda encontra sua consolidação ao longo dos dois últimos séculos, haja visto o pouco que se pode falar a respeito da atividade cultural durante o Brasil colônia, onde a moda era originalmente européia.

As primeiras iniciativas de construção de uma indústria têxtil no Brasil foram frustradas com medidas contrárias impostas pela família real portuguesa:

“ o Brasil Colônia tentou fabricar seus tecidos elegantes, mas um famoso alvará de D. Maria I mandou destruir os teares do Brasil e, com eles, a indústria brasileira que nascia . Em nosso país, só se admitiam teares para a indústria das fazendas grossas de algodão , das que serviam para o uso e vestuário dos negros.Veja o que diz o historiador Luiz Edmundo: ‘São extintos, quebrados a martelo todos os teares do país no ano de 1781, sendo que se proíbe aos governadores o recebimento, em audiência, de pessoas vestindo roupas feitas com tecidos não fabricados ou exportados da metrópole, Ordem régia de 5 de julho de 1802. (...) Até os sapateiros não podem trabalhar em couro que não venha mandado da longínqua Metrópole, Carta-Régia de 20 de fevereiro de1690.’”( Joffily, 1999, p.12)

Em 1841, ocorre um fato importante na história da moda brasileira - quando na coroação de D. Pedro II, este leva em torno do pescoço uma murça de plumas de tucanos.

“ A só um tempo, era feito rei e cacique, rei como na Europa, de cetro e coroa, e cacique de penas como pelos imensos e insondados brasis.” (Schwarcz).

Fato simbólico para a construção de uma identidade brasileira, uma vez que implica na legitimação das “coisas da terra”, entretanto, os reflexos dessa legitimação demoram a acontecer no vestuário.

Inicialmente a influência da moda brasileira é totalmente européia, mais especificamente francesa – expressa em características da Belle Époque.

Até 1910 – Segunda parte De acordo com o pesquisador José Carlos Durand, após o início do séc. XIX, já há uma produção incipiente de peças no Brasil, baseado na matéria-prima importada, embora não houvesse nenhuma adaptação ao clima tropical, conservando-se as características típicas européias. Por volta de 1830, os franceses abrem uma série de lojas no Rio de Janeiro, a Rua do Ouvidor, onde era elegante falar francês em vez de português, constituiu um importante centro, oferecendo às senhoras da elite tecidos, figurinos e mesmo toaletes completas vindos de Paris.

Entretanto, ainda não havia sequer a adaptação da roupa às características tropicais do Brasil. “Nas ruas do centro da cidade viam-se homens de fraque e polainas e mulheres também vestidas formalmente.” (Gontijo, 1972, p. 4)

Nesta primeira fase a moda no Brasil se faz por meio de livreiros franceses que importavam revistas de moda, ilustradas com litogravuras, trazendo instruções sobre cortes e medidas. Chegando, a partir de 1874, a haver uma edição brasileira da La Saison, chamada A Estação. (Edgard Luiz de Barros, 1993, p.21).

O século XX inicia-se com um período de progresso técnico, resultante da criação de novas fábricas surgidas principalmente da aplicação do dinheiro do café. Inicia-se a era da máquina e o desejo do progresso expresso na industrialização. Outros fatores importantes são a urbanização e a grande massa de imigrantes que contribuíram ainda mais para o crescimento do Brasil. Neste período também a indústria têxtil renasce, como descreve a historiadora Silvana Gontijo:

“Durante a Primeira Guerra Mundial, os países europeus e EUA diminuíram muito sua exportações para o Brasil, dando oportunidade a que o setor têxtil tomasse grande impulso. Em 1919, nossa indústria já supria três quartos da demanda interna.”(Gontijo, 1972)

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sábado, janeiro 07, 2006

Idéias geniais

Sou assinante do Bluepill, blog sobre consumo, propaganda e comportamento, onde foi publicado duas campanhas geniais.

Não resisti e apelei para o Ctrl C e Ctrl V, vejam que idéias mais provocadoras, quem sabe um dia eu consiga usá-las em algum dos meus desfiles... One Pill a Day # 157: Jalouse deseja boas vibrações para 2006 Por Paula Rizzo “Jalouse” é uma revista feminina sobre moda, veiculada na França e considerada diferente e provocadora. De carona nesses conceitos, esse mês ela decidiu inovar ao presentear suas leitoras na edição de fim de ano. Distribuiu vibradores junto a exemplares da revista.Todo mês, são postos à venda 100 mil exemplares da Jalouse. Em dezembro, o “presentinho” foi colocado em 50 mil deles, coberto com um plástico preto para não ofender ninguém. A ação ousada (por se tratar de uma revista de moda, que não fala sobre sexo) não recebeu nenhuma queixa. Pelo contrário, ela deu muito resultado: as 50 mil revistas que vinham com vibrador esgotaram em poucos dias, batendo recordes de venda em um espaço de tempo tão curto. Fora o imenso buzz gerado em torno dela, que ajudará a vender a outra metade de exemplares. One Pill a Day # 158: Bruxaria em convite para Harry Potter Por Paula Rizzo

Na Espanha, a Coca-Cola decidiu dar, no fim do ano passado, ingressos para o terceiro filme do Harry Potter a executivos de grandes companhias no país. O grande barato é que ela descobriu uma maneira diferente de fazer os seus convites: usou uma

tinta especial em que o texto só aparece após esfregarmos um pano molhado por cima, e desaparece logo depois.

A idéia é bem legal, primeiramente porque a “bruxaria” é pertinente com o filme. Em segundo lugar, porque um convite em branco, ainda por cima interativo, chama a atenção e instiga qualquer um a querer saber mais a respeito (e não jogar fora como “mais um convite”). A ação, da McCann Espanha, rendeu uma medalha de prata no New York Festival desse ano.

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Ano novo, vida nova

Amo início de ano, tenho a impressão de que tudo é novo e até a nossa vida pode ser nova. Novos sonhos, perspectivas, enfim... Na Lility, mais novidades ainda: nova sócia, nova etapa. O ano começa com um brinde de boas vindas e torcendo para que esta parceiria seja um sucesso! Agora também é hora de criar a coleção nova. Começa a etapa das pesquisas, rodar o Iguatemi, a Oscar Freire e tudo quanto for loja, principalmente de lingerie. Ao mesmo tempo, tenho que entrar em todos os sites das principais marcas do mundo. Com a informação na mão, ou melhor, na cabeça, é preciso ver a matéria prima disponível no mercado, aí começa o martírio.......vi tanta coisa linda, quero fazer igual. Mas quando chego nos fornecedores, tem cada coisa de assustar...sem contar, o dinheiro, que é um forte fator limitante. Mas aí, é que entra o talento, para unir de forma criativa as informações que tenho, com a matéria prima disponível. Sem esquecer o consumidor final, pois é para ele que você cria, é em seus desejos e sonhos que você precisa estar concentrado. Outro passo importante nesse momento é fazer as apostas certas, pois em meio a uma infinidade de tendências, escolher aquelas que mais tocam seus consumidores é a diferença entre vender e não vender!

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sexta-feira, janeiro 06, 2006

Curiosidades - Carmen Miranda

Você sabia que nossa pequena notável – Carmen Miranda - além de ser a cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior, foi ela a responsável pela primeira fantasia genuinamente brasileira: a baiana, criada por Alceu Pena. Foi também, a primeira brasileira a lançar moda no exterior, inclusive nos Estados Unidos - o “Miranda look”, adaptado e usado nas ruas, era caracterizado principalmente pelo turbante. E ainda hoje, muitos estilistas buscam nela inspiração para suas criações.

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quinta-feira, janeiro 05, 2006

Tendências Alto Verão 2006

Os modelitos hippie-chiques voltaram com força total e se materializam em batas, saias indianas e tudo mais que diga respeito a esse estilo. Os vestidos longos são a estrela da estação e podem ser usados tanto durante o dia quanto à noite. Eles aparecem em várias formas: tomara-que-caia, estampados e sempre em cores alegres com a cara do verão. A palavra de ordem é o exagero, pode abusar dos acessórios, brilhos, penduricalhos e principalmente estampas: de bichos, florais, geométricos, tudo vale, só não pode esquecer do bom senso em meio a tanta informação! As bermudas e shorts voltam com uma linguagem moderna e podem ser usados com salto alto, mas, a vedete do verão, são as sandálias rasteirinhas, que estão cheias de glamour e brilho. No masculino, as batas estão em alta. Para os mais ousados, tons do rosa ao vinho, em looks mais justos. Cores vivas, florais grandes, silks combinados com bordados e apliques podem fazer o diferencial das peças. E para quem quer fazer uma economia, a dica é: bazar. Tem bazar de praticamente todas os estilos e marcas, é só pesquisar na internet!

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Um croqui...

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Quanto ao futuro

Uma coisa é certa, não vou desistir. As propostas começam a aparecer e já tenho duas possibilidades de futuros sócios. Agora é pensar direito para não ter arrependimentos quanto à decisão. Ainda estou avaliando a situção e já tenho todo planejamento da Lility para 2005. Tanto as perspectivas, quanto os planos são bem promissores e não vejo a hora de colocar a mão na massa.

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quarta-feira, janeiro 04, 2006

Resultados

Estou feliz e me sinto vitoriosa! Minha marca é um sucesso. Não tenho nem cinco anos de São Paulo e em tão pouco tempo já consegui montar as bases de um bom negócio. Sei que a trajetória está só começando e que ainda vem muito esforço e trabalho pela frente, mas a conotação de trabalho muda, quando se trata da construção de um sonho. A primeira produção da Lility ficou pronta em julho 2005 e em apenas cinco meses, já temos quatro bons clientes que amam nosso produto. Lojas lindas que me fazem sentir orgulho ao ver minhas peças expostas em suas vitrines...lojas em locais nobres como Alameda Lorena e rua Harmonia na Vila Madalena. Eu precisava mesmo era tomar um bom vinho com chocolate para comemorar...rs....

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A Paz

Esta semana eu conheci a paz! A paz de coração, aquela em que se fecha os olhos e um sentimento de bem estar nos invade, nenhum desejo, nenhum pedido, nenhuma busca....só o silêncio , o mais acalentador silêncio.....e a respiração que num ritmo lento nos faz degustar o mundo, através do sentimento de estar vivo. Sigo e sempre segui meu coração, talvez essa seja uma escolha mais demorada para dar resultados no mundo material, tempo que creio ser mais rápido quando se seguem os caminhos traçados pela razão. Não sei se escolhemos ou se a vida é que escolhe por nós, mas o certo é que nunca fui capaz de vencer o sofrimento de fazer qualquer coisa que seja, contra o que meu coração indica. Eu nunca aprendi direito a lidar com o sofrimento ou com a dor, fujo deles e quando aparecem na minha vida, flutuo. É como se eu boiasse por cima de suas águas encontrando amparo nos mistérios do universo, me tornando espiritualista e tendo certeza da existência de Deus que para mim manifesta-se na força da vida. Sei que sofro pelas escolhas que fiz e não é pouco, pois da minha idade a maioria das pessoas que conheço tem um carro, independência financeira e portanto, sua liberdade de ir e vir por aí, sem depender da generosidade alheia. Mas lembro que tenho e tive liberdade de coração e sentimento, e que minha alma segue livre sem nenhum apego, estando pronta para mergulhar de cabeça em todas as aventuras que a vida me presenteia. Sei também que no meu tempo, que não é o mesmo imposto pela velocidade dos tempos modernos, construirei meu império, pois, apesar da revolução tecnológica, as flores continuam desabrochando na mesma velocidade de antes.

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Lility - a marca

Começar é sempre difícil, nunca sabemos ao certo por onde iniciar. Na minha cabeça é sempre um emaranhado de idéias e desejos. E é difícil dar forma a uma idéia. E mais difícil ainda é iniciar obedecendo todas as exigências dos padrões. Por isso os padrões que esperem...

Modelo usando Lility em evento do Cabaré da Moda

Lility

Em dezembro de 2004, finalmente minha formatura em moda, depois de quatro anos de intensa dedicação. Trabalhando e estagiando durante o dia, estudando a noite e fazendo trabalhos da faculdade nos fins de semana. Nesse período passei por cinco empresas diferentes o que me deu uma boa experiência na área. Sempre com a ajuda da família e muito pouco dinheiro, mas com a formatura, finalmente eu poderia conseguir um emprego melhor.

Quem sabe a empresa em que eu trabalhava há quase dois anos não me contrataria... Não contratou, disse que estava passando por reestruturação e não poderia ter mais um estilista. Uma desilusão, uma vez que eu tinha dado tudo de mim....

Viajei de férias com a minha família para Bueno Aires. Lá, por enorme coincidência eu encontrei uma amiga da faculdade que se formou comigo. Ela tinha saído do emprego dela que foi um horror e não queria mais ter chefe, iria montar seu próprio negócio e estava procurando uma sócia. Perguntou se eu não queria montar com ela uma marca de biquíni.

A decisão

Montar uma marca era a possibilidade de um dia ficar rica, coisa que não aconteceria nas empresas de moda. Mas seria algo em longo prazo e eu teria que agüentar mais um ou dois anos de pouquíssimo dinheiro e ainda precisando de ajuda da família, o que quer dizer, adeus planos de comprar um carro, roupas, ter um plano de saúde, faxineira, etc. Eu tinha 27 anos e estava com a vida financeira totalmente desorganizada, sonhava com a estabilidade. Montar empresa era adiar bastante esse sonho.

Mas em compensação era a realização de outro sonho...já pensou, virar empresária, ser dona de uma marca!!!!!!Era bom de mais. E se não desse certo? Teria perdido mais um ou dois anos de vida e me pesava o sentimento de que minha juventude estava passando e eu não a estava vivendo como desejei.

A sócia era perfeita, talvez a única da faculdade com quem eu faria um projeto desses. Minha madrinha me deu o dinheiro inicial, agora só faltava vencer o medo. E se não desse certo? E se desse??

Resolvi que era melhor arriscar, pois nesta altura da vida eu não tinha muito o que perder, tinha apenas que adiar. E por outro lado se eu não tentasse, ficaria sempre com aquilo na cabeça, pois tive a oportunidade e não a agarrei. Aceitei, em fevereiro de 2005.

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Lility - a marca (continuação)

Próximos passos Fazer pesquisa de mercado para verificar o que realmente era interessante produzir naquele momento. Rodamos pela Oscar Freire em busca de algo que fosse uma oportunidade. Biquíni o mercado já estava bastante saturado. Roupa precisaria de um capital bem maior que o que tínhamos. Acessórios não nos interessavam. Até que fomos numa loja das mais famosas do bairro, que tinha acabado de abrir uma espécie de sex shop de luxo para mulheres. Tudo cheio de fetiche e glamour, nada vulgar, ficamos encantadas com aquilo, era algo parecido que queríamos fazer. Fomos pesquisar o mercado de lingerie e descobrimos que estava em expansão, pois com o crescimento do poder aquisitivo das mulheres, elas também estavam mais independentes, poderosas e livres para descobrir o universo sensual. Por onde começar A experiência que eu tinha era do mercado de surfwear, eu não conhecia absolutamente nada de lingerie e minha sócia muito menos, pois ela também não era da área. Precisávamos chegar num acordo do nome da marca, já que as duas tinham que gostar, optamos por Lility, oriundo de Lillith - personagem da mitologia judaica, mulher forte e gêniosa. Agora precisávamos descobrir como se faz lingerie, achar oficinas, onde comprar matéria prima, como e onde fazer as etiquetas corretas. Fazer pesquisa de tendência e desenhar os primeiros modelos, decidir quantas peças nessa primeira produção que era ainda meio teste; lembrar de guardar o capital de giro para poder fazer a próxima produção, em fim, tínhamos muito trabalho pela frente.

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Lility - continuação1

Mãos a obra Entramos em contato com todas as pessoas que conhecíamos atrás de informação. Alguns foram muito animadores e ficaram felizes com nossa iniciativa, outros só falaram mal e parecia até que queriam que desistíssemos. Mas de boca em boca, descobrimos que a matéria prima de lingerie se compra no Bom Retiro. Lá fomos de loja em loja pedindo informação de oficina, informação do material usado na fabricação das peças, o que estava na moda no momento. Nessa fase descobrimos que oficina de lingerie em São Paulo era dificílimo, mas por sorte eu tinha um contato de oficina que não era exatamente de lingerie, mas tentaria fazer as primeiras peças pilotos (protótipos) e enquanto isso, acharíamos as oficinas especializadas. Essa primeira oficina segurou o processo de pilotagem por dois meses, e entregou só a modelagem e toda errada, disse que realmente não dava para fazer, mas nesses dois meses ela quase nos matou de tanta expectativa, para não entregar praticamente nada. Finalmente encontramos uma oficina de lingerie, localizada no Parque Cocaia, perto da Represa de Guarapiranga, ela também demorou quase dois meses na pilotagem, etapa mais demorada do processo e quando nos entregou as peças, estava um horror, pois, a primeira oficina tinha feito a modelagem errada. Então ela nos propôs fazer em cima das bases que ela já trabalhava, isso demorou mais um mês e o ano passando e nada das peças, a gente já ficando apavorada. Julho de 2005 finalmente recebemos a primeira produção, as peças ficaram lindas e foi o maior sucesso! Eram quatro modelos e 100 peças. Agora precisávamos vender e de novo de contato em contato, encontramos nossos primeiros clientes, as indicações familiares e o apoio dado por eles foram essenciais em todo o processo. Para nossa felicidade conseguimos vender rapidamente essas primeiras peças, mas com a demora para sair a primeira produção precisamos investir mais um pouco. E de novo entra a família para bancar, sem contar que durante todo esse período não ganhamos nada, mas as despesas continuavam, mesmo evitando todo e qualquer gasto desnecessário. Os assuntos agora se resumem as calcinhas e tanto familiares, como amigos estão ficando peritos em roupa íntima feminina, pois não falamos de outra coisa. Conseguimos outra oficina no Pico do Jaraguá, essa com atrasos menores, mas ainda prazo de entrega demorado, em média dois meses. As primeiras produções vendemos praticamente todas as peças. A marca vai bem, obrigada. Já a gente...... depois de tanta pressão, trabalho e falta de dinheiro começamos a ficar estressadas. Começam os conflitos de personalidade e todos aqueles problemas comuns em sociedade, mas que sempre achamos que com a gente será diferente. Apareceu outra oficina, com qualidade impecável e precinho difícil! Mas o melhor,foi uma pessoa especializada em pilotagem e modelagem, o que irá ser importantíssimo para otimizar o nosso tempo e facilitará no processo de desenvolvimento de coleção. Já estamos trabalhando com três oficinas de qualidade e uma piloteira. Estressadísimas, em plena produção de verão, atrasadas para variar, ainda assim, a marca continua indo bem: são 500 peças e 15 modelos. Mas só estão ficando prontas em final de novembro, o que dificulta enormemente as vendas, pois, a maioria dos locais já se organizaram para o de fim de ano.

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Lility - Continuação 2

O desafio Temos 500 peças produzidas e 20 dias para vendê-las. Agora precisamos apelar, perder a vergonha de vender, superar as diferenças de personalidades e unir força. Vale tudo, loja, sacoleira, amigos, família, todo mundo envolvido, direta ou indiretamente. E seja o que Deus quiser..... Perspectivas Concluímos que as diferenças de personalidade são mais fortes que a marca e após as vendas de final de ano iremos terminar a sociedade. ( Eee...rs....parece coisa de fim de caso). Agora tenho uma infinidade de dúvidas: - Continuo com a marca já que está indo bem? - Arranjo outro sócio? - Quem poderia ser? - Arranjo um emprego e desisto do sonho da marca própria? Aguarde as cenas dos próximos capítulos.....

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O que é moda

Não sei se isso é certo, mas gostei tanto desse texto que vou colocá-lo aqui, espero que os donos não fiquem bravos... Moda & estilo
Mônica Haisser
Moda é o comportamento, o reflexo de uma sociedade. É como um signo portador de mensagens, que as pessoas usam para se comunicarem uma com as outras, em sociedade, em grupos e ou individualmente. É um espelho do seu tempo e da sociedade que a produz. É a expressão mágica por onde gira toda a vaidade e realização pessoal do indivíduo. É um modo de viver, expressando publicamente o corpo. Ela está caminhando cada vez mais próxima do universo da arte, porque ela é também manifestação estética. Por isso, moda, não é simplesmente roupas, construções, desenhos, formas e cores, é também os lugares que são freqüentados, o que se lê e se escuta, o jeito como se vive.
Mais do que nunca, moda tem sido associada ao comportamento e estilo de vida. Mais do que isso, é a exteriorização do que o próprio indivíduo é interiormente, seus sonhos e utopias, sua luta pelo que acredita ser certo ou errado. Uma espécie de passaporte para espelhar o que o indivíduo é ou gostaria de ser.
No mundo da moda precisamos de pessoas que fantasiem, que sejam até excêntricas, para poder haver o impacto visual. Há pessoas que ousam e se divertem com isso. É uma questão de individualidade, e até de estilo.
O estilo é o que faz uma pessoa ser única, singular, sua marca registrada. Não é somente a maneira de se vestir. É o modo de ser, agir, pensar e de estar. A moda é comprável. O estilo porém, quando não vem de berço, é aprendido, vivido, ficando agregado ao indivíduo para sempre. A moda passa o estilo permanece.
A moda assume uma nova postura neste final de milênio, abrindo mão da rigidez dos temas, das fórmulas, das interpretações caricatas de estilos e influências. Tudo para fortalecer o estilo próprio e a particularidade local. O consumidor está mais racional ao escolher as peças que irão compor o seu visual, o seu guarda roupa. Ele pode seguir uma tendência internacional, optando por aquilo que lhe cai bem. Hoje a elegância está diretamente associada ao conforto e não somente à estética. O conforto propõe movimentos de liberdade, que acompanham diretamente o modo de vida do atual consumidor.
A elegância deve ser natural, descontraída.Acreditamos que os mandamentos do futuro da moda sejam mixagem e funcionalidade. Os materiais, designs e linhas servirão apenas de base para as pessoas comprarem a sua moda. As pessoas serão cada vez mais independentes, sobressaindo a personalidade de cada indivíduo. E a valorização do seu bem estar. Escapar de estereótipos, evitando os rótulos, contando com a funcionalidade, a praticidade e conforto, pois só isso que orientará o modo de vestir do indivíduo às portas do ano 2000.
São muitos os anseios do consumidor deste final de milênio. Portanto, para entender este consumidor é preciso que a criação parta de todos os lugares: do regional ao cinema... tudo que rodeia a vida desse consumidor. Ao analisar o consumidor, teremos uma noção dos vários segmentos de consumo presentes na sociedade e no mercado - o habitat. Isso permite a correta visualização e distribuição do produto moda.
A moda é um fenômeno complexo, que faz movimentar as engrenagens de uma das mais antigas e poderosas indústrias da nossa civilização. Ela é um enorme orçamento coletivo de grande importância na economia de um país. No Brasil, a cultura e a importância da moda com design ainda não estão completamente absorvidas pela sociedade em geral.
Poucas são as empresas que investem recursos no processo criativo da moda, desenvolvendo uma modelagem com design, como também, poucas são as escolas que oferecem oportunidades para aperfeiçoamento profissional na área de pesquisa e moda.
No âmbito das trocas internacionais, o design de uma coleção acabou tornando-se um decisivo fator mercadológico, ampliando, significativamente, a margem de competitividade. Moda criativa que segue uma tendência universal (pólos criativos) é condição básica para a penetração em mercados exigentes.
A ela se atribui, fundamentalmente, os ganhos na qualidade, design, estilo, atualidade, conceito e tecnologia de materiais. Que não só consagram uma coleção (produto) no exterior, mas também identificam a capacidade criativa de um país.Por isso, devemos saber observar com atenção e tirar proveito da experiência dos lançadores de tendência internacional na área de design e moda, tomando-os sempre como referencial.O produto final deve ter personalidade, estilo, autenticidade e identidade nacional definido, dentro de uma tendência de moda universal. Confirmando um pensador anônimo: "a busca da beleza é incessante, o bom gosto é internacional e o mau gosto é pessoal". Acreditamos que chegaremos lá! _______ ____________Mônica Haisser, do NAD – Núcleo de Apoio ao Design. Publicado no Boletim Couro, Calçados e Resíduos, do Senai/Fiergs, v.3, n.4, p.7, out/dez de 1999. Este texto foi copiado do Boletim Fiesp/Detec no site http://www2.ciesp.org.br/detec1/boletim/ em 16.12.2001.

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O melhor é inimigo do bom

Como sempre diz minha mãe, o melhor é inimigo do bom, pois na busca pela perfeição (geralmente alimentada pelo medo da crítica), deixamos de construir coisas incríveis, mas, acho melhor construir algo, imperfeito que seja, mas construir, do que passar a vida inteira com os talentos enterrados em sonhos. Muitos desses talentos podem realmente não dar em nada, mas como saber se não plantarmos as sementes? E se entre essas sementes estiver alguma com essência valiosa? Tudo o que posso dizer é que se você não fizer, outro vem e faz! Dessa forma o que pretendo aqui é começar, cheio de erros sim, mal construído sim, mas quero estar em paz com minha consciência de que estou tentando e que faço o melhor que posso!